Ludwig Binswanger - O Sonho e a Existência (1930)

O célebre texto de Binswanger, que inicia sua Daseinsanalyse, foi publicado pela Natureza Humana em 2002.

Por aqui, ficou conhecido a partir da leitura de Foucault. Na revista onde foi publicado, o artigo de Binswanger foi interpretado à luz de Heidegger.

Mas Binswanger tem também uma trajetória própria, embora com poucos textos ainda traduzidos por aqui. A tradução de Martha Gambini começou a suprir essa lacuna.

Recentemente, Marco Antonio Casanova tem organizado traduções dos Ensaios e Conferências Escolhidas de Binswanger. Sob tal trabalho ele também traduziu Sonho e Existência.

O original em alemão está disponível neste link. Aqui, o link para o PhilPapers, e aqui a página Scielo.

Créditos originais: Traum und Existenz. H. Girsberger & Cie., 1930

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Ivan Pavlov - A ciência natural e o cérebro (1928)

O Brasil tem um velho problema referente às traduções. Trata-se de apresentar ao leitor traduções secundárias, derivadas de outras traduções.

Esse é mais um exemplo disso. O texto de Pavlov, de 1928, é traduzido de outra versão, a abaixo:

Pavlov, I. P. (1928). Natural science and the brain. In I. P. Pavlov & W. H. Gantt (Trans.), Lectures on conditioned reflexes: Twenty-five years of objective study of the higher nervous activity (behaviour) of animals (pp. 120-130). New York, NY, US: Liverwright Publishing Corporation.
http://dx.doi.org/10.1037/11081-010
 
Não sei se é preciso prevenir o leitor de que uma tradução de uma tradução deve ser lida com mais cuidado. De todo modo, somos carentes em traduções de Pavlov, especialmente as diretas do russo. Nesse sentido, o texto abaixo é importante para a recepção brasileira. 

Segue o link no PhilPapers e, igualmente, o link da Revista Brasileira de Ciências da Saúde.
Tenho a honra de submeter à vossa valiosa atenção uma tentativa de investigar a atividade mais complexa de um dos animais superiores: o cão. A seguir, em minha exposição, vou basear-me nos resultados da pesquisa de dez anos em meus laboratórios, onde conto com vários jovens cientistas que estão tentando a sorte neste novo campo de investigação. Esta década de pesquisa, inicialmente obscurecida por dolorosas dúvidas, mas a seguir, com freqüência cada vez maior, encorajada pelo sentimento firme de que nossos esforços não eram em vão, oferece, a meu ver, uma resposta inques- tionável e positiva à questão colocada acima.

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John Watson: A Psicologia como um behaviorista a vê (1913)

Segue tradução em português do clássico de Watson, quase 100 anos após o manifesto original do behaviorismo.

Mesmo com essa tradução, Watson permanece desconhecido no Brasil. 

Os links são do PhilPapers e o link original, no Scielo.

A psicologia como o behaviorista a vê é um ramo experimental puramente objetivo das ciências naturais. Seu objetivo teórico é a previsão e o controle do comportamento. A introspecção não constitui parte essencial de seus métodos, nem o valor científico de seus dados depende da facilidade com que eles podem ser interpretados em termos de consciência. O behaviorista, em seus esforços para conseguir um esquema unitário da resposta animal, não reconhece linha divisória entre homens e animais. O comportamento do homem, com todo o seu refinamento e complexidade, constitui apenas uma parte do esquema total de investigação do behaviorista.
Artigo originalmente publicado em Psychological Review (1913), 20(2), 158-177. Artigo em domínio público. Tradução de Flávio Karpinscki Gerab (Universidade de São Paulo). Luiz Eduardo de Vasconcelos Moreira (Universidade de São Paulo), Mariana Zago Castelli (Universidade de São Paulo), Pedro Eduardo Silva Ambra (Universidade de São Paulo). Tauane Paula Gelim (Universidade de São Paulo) e Marcus Bentes de Carvalho Neto (Universidade Federal do Pará). 

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Linha do Tempo

https://psuchologia.blogspot.com.br/2018/05/linha-do-tempo.html


Abaixo, todos os textos do blog organizados em ordem temporal. A ordem de atualizações não acompanha imediatamente os posts.

Christian Wolff - Psicologia Empírica - Prefácio e Prolegômenos (1732)

Kant - Ensaio sobre as doenças da cabeça (1764)

Immanuel Kant: Observações sobre o órgão da Alma (1796)

William James: O que é uma emoção? (1884)

William James - O Eu Escondido (1890)

William James: O Escopo da Psicologia (Principles of Psychology, chap. 1) (1890)

William James: As emoções (trecho do cap. XXV de Principles of Psychology, 1890)

Wilhelm Wundt: Esboços de Psicologia - Introdução (1896)

Wilhelm Dilthey: O Surgimento da Hermenêutica (1900)

John Watson: A Psicologia como um behaviorista a vê (1913)

Titchener: Brentano e Wundt: Psicologia Empírica e Experimental (1921)

Ivan Pavlov - A ciência natural e o cérebro (1928)

Lev Vygotsky: O Manuscrito de 1929

Ludwig Binswanger - O Sonho e a Existência (1930)

Eugene Minkowski: O tempo vivido (Prólogo, 1933)

Michel Foucault: A Pesquisa Científica e a Psicologia (1957)

Georges Canguilhem: O Cérebro e o Pensamento (1980)

B.F. Skinner - Revista Veja, 15 de junho de 1983

Skinner: A Psicologia pode ser uma ciência da mente? (1990)
 
Bento Prado Jr.: De volta ao século XIX (2004)

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Wilhelm Wundt: Esboços de Psicologia - Introdução (1896)

Em 1896, Wundt publica Grundriss der Psychologie. As circunstâncias dessa publicação são até hoje controversas, pois algum tempo antes Oswald Külpe havia publicado um livro de mesmo título que havia desapontado Wundt, até então considerado seu "mestre".

Para Wundt, Külpe era um verdadeiro "braço direito". Mas as novidades da física, trazidas por figuras como Ernst Mach, tiveram grande impacto em Külpe e diversos outros autores, como Ebbinghaus e Titchener.

Dentre os fatores que tornaram esse texto possível, figuram então uma resposta a Külpe e a exposição do projeto de Wundt pelo próprio Wundt.

A tradução brasileira, nesse sentido, preenche uma lacuna existente por aqui há várias décadas: a ausência de qualquer coisa sobre Wundt.

Essa tradução é da versão em inglês. Traz, então, os mesmos problemas que aquela. Por exemplo, o tradutor perdeu de vista que "ciências da mente" - mind sciences - provém de "ciências do espírito" (geisteswissenschaften), o que liga Wundt a todo o debate alemão sobre a divisão metodológica das ciências e a "querela dos métodos" (Metodenstreit) da época.

Mas, salvo os problemas, é um texto pioneiro para o contexto brasileiro, carente de textos originais e de conhecer história da Psicologia.

Links para o DOI, gratuito no Scielo.

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Michel Foucault: A Pesquisa Científica e a Psicologia (1957)

Curiosamente, esse texto de Michel Foucault, elaborado no início dos anos 1950, demorou para ser traduzido em português.

Ele consta num dos novos volumes da versão brasileira dos Ditos e Escritos, que reúne nada menos do que 10 volumes (a versão francesa de 2001 tem 2).

Previamente, o público tinha disponível a tradução abaixo, de Marcio Miotto, cuja fonte original é o excelente Espaço Michel Foucault.

Link no Philpapers.

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Cottingham: Alma (imortal), Animal, Anjo (Descartes)

alma, imortalidade da 

Em nenhum momento de sua vida, ao que parece, Descartes chegou realmente a pôr em questão a verdade da doutrina cristã da imortalidade da alma.

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Lorem Ipsum

"All testing, all confirmation and disconfirmation of a hypothesis takes place already within a system. And this system is not a more or less arbitrary and doubtful point of departure for all our arguments; no it belongs to the essence of what we call an argument. The system is not so much the point of departure, as the element in which our arguments have their life."
- Wittgenstein

Lorem Ipsum

"Le poète ne retient pas ce qu’il découvre ; l’ayant transcrit, le perd bientôt. En cela réside sa nouveauté, son infini et son péril"

René Char, La Bibliothèque est en feu (1956)


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