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Histórias das ciências e os “fundamentos históricos” da Psicologia

O presente texto põe algumas questões referentes à “história” dos fundamentos da Psicologia entre os séculos XIX e XX, mostrando como ocorrem ainda, em História da Psicologia, certos fatores controversos, muitos deles tributários de postulados filosóficos do século XIX, especialmente em torno do positivismo. O artigo concentra-se em mostrar, preliminarmente, de que forma a ruptura da Filosofia Natural e a ascensão da figura do “cientista” no século XIX ensejaram novos motivos de análise, dentre eles certo cientificismo que se impôs inclusive como chave de interpretação histórica. Após uma exposição inicial do problema – chamando a atenção também às consequências institucionais, da formação à profissão –, o artigo faz três breves estudos de caso – em torno de Fechner, Helmholtz e Wundt – e termina por defender perspectivas que abram a História da Psicologia a histórias mais alargadas, tais como a História da Filosofia e as Histórias das Ciências.
Miotto, M. Histórias das ciências e os “fundamentos históricos” da Psicologia. Temporalidades 10 (1):129-158 (2018)

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Wundt em português




Finalmente recebo a notícia: há tradução de Wundt em português.

O primeiro texto, denominado "Sobre a definição da Psicologia" foi inicialmente escrito em 1895 e publicado como um artigo no ano seguinte; no entanto, a versão final deste texto, reescrito inúmeras vezes ao longo da década seguinte, foi publicada somente em 1911 como o segundo capítulo do segundo volume de sua obra Kleine Schriften. Neste texto, Wundt tenta definir e delimitar a área da psicologia, diferenciando-a de outras áreas afins, como a filosofia e a fisiologia. Já o segundo texto, denominado "Introdução [à psicologia dos povos]" foi publicado no ano de 1900 como uma introdução geral ao primeiro volume de sua grande obra Völkerpsychologie que, em sua forma final, acabou contando com dez volumes. Neste texto Wundt resume os principais pontos de sua proposta de uma psicologia dos povos, oposta, embora complementar, à psicologia dos indivíduos.

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Titchener: Brentano e Wundt: Psicologia Empírica e Experimental (1921)

Publicado originalmente no American Journal of Psychology, 32, 108-120. Uma versão no original em inglês encontra-se disponível no site Classics in the History of Psychology, organizado por Christopher Green (York University, Toronto, Ontario), no link.

Franz Brentano começou sua carreira como teólogo católico. Em 1867, publicou um esboço da história da filosofia no âmbito da igreja medieval, em que expõe, tão clara e agudamente quanto no ensaio de trinta anos depois, a sua famosa doutrina [p. 109] das quatro fases [3]. Tanto inicial quanto posteriormente, entretanto, o seu interesse intelectual se centrou na filosofia de Aristóteles. Brentano chegou à Psicologia através de um estudo intensivo do De Anima, e fez do método Aristotélico o seu padrão de procedimento científico. Infelizmente, temos apenas o primeiro volume de sua Psychologie: Brentano parece ter preferido a palavra falada à palavra escrita: mas este volume, como tudo o mais que ele entregou para impressão, é completo em si mesmo, a expressão final de seu pensamento maduro.

Wilhelm Wundt começou como fisiologista, interessado no especial fenômeno do nervo e do músculo. Em 1862, buscou estabelecer os fundamentos de uma “psicologia experimental” (a expressão aparece então impressa pela primeira vez) [4] numa teoria da sensopercepção. Aqui, Wundt incorreu num erro ao qual é suscetível todo estudante da ciência natural que muda para as coisas da mente sem a devida preparação: a saber, o erro de supor que a psicologia não é mais do que uma lógica aplicada. E o erro foi repetido num trabalho popular sobre psicologia humana e psicologia animal, que se seguiu ao volume técnico. Em 1874, ele tinha descartado, definitivamente, esta visão inicial de concepção da psicologia como uma ciência independente. Ele ainda sustentava, entretanto, que o caminho da psicologia como ciência independente passava pela anatomia e pela fisiologia do sistema nervoso.

Em breve esboço, tais foram as condições em que as duas psicologias adquiriram sua forma e substância. De um lado, vemos um homem que devotou suas horas de reflexão solitária à filosofia antiga e à filosofia medieval; por outro lado, vemos um homem que forjou no laboratório as suas contribuições para a mais recente das ciências experimentais.

TITCHENER, Edward Bradford. Brentano e Wundt: Psicologia Empírica e Experimental. Rev. abordagem gestalt. [online]. 2010, vol.16, n.1  ISSN 1809-6867.

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Wilhelm Wundt: Esboços de Psicologia - Introdução (1896)

Em 1896, Wundt publica Grundriss der Psychologie. As circunstâncias dessa publicação são até hoje controversas, pois algum tempo antes Oswald Külpe havia publicado um livro de mesmo título que havia desapontado Wundt, até então considerado seu "mestre".

Para Wundt, Külpe era um verdadeiro "braço direito". Mas as novidades da física, trazidas por figuras como Ernst Mach, tiveram grande impacto em Külpe e diversos outros autores, como Ebbinghaus e Titchener.

Dentre os fatores que tornaram esse texto possível, figuram então uma resposta a Külpe e a exposição do projeto de Wundt pelo próprio Wundt.

A tradução brasileira, nesse sentido, preenche uma lacuna existente por aqui há várias décadas: a ausência de qualquer coisa sobre Wundt.

Essa tradução é da versão em inglês. Traz, então, os mesmos problemas que aquela. Por exemplo, o tradutor perdeu de vista que "ciências da mente" - mind sciences - provém de "ciências do espírito" (geisteswissenschaften), o que liga Wundt a todo o debate alemão sobre a divisão metodológica das ciências e a "querela dos métodos" (Metodenstreit) da época.

Mas, salvo os problemas, é um texto pioneiro para o contexto brasileiro, carente de textos originais e de conhecer história da Psicologia.

Links para o DOI, gratuito no Scielo.

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Lorem Ipsum

"All testing, all confirmation and disconfirmation of a hypothesis takes place already within a system. And this system is not a more or less arbitrary and doubtful point of departure for all our arguments; no it belongs to the essence of what we call an argument. The system is not so much the point of departure, as the element in which our arguments have their life."
- Wittgenstein

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"Le poète ne retient pas ce qu’il découvre ; l’ayant transcrit, le perd bientôt. En cela réside sa nouveauté, son infini et son péril"

René Char, La Bibliothèque est en feu (1956)


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